sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

VÍDEO DO GEYSER EL TATIO - ATACAMA

video


O campo geotérmico conhecido como "Geysers El Tatio" está localizado a 90 km ao norte de San Pedro de Atacama, aproximadamente a 4320 metros de altitude.

As imponentes "fumarolas" emergem à superfície através de fissuras nas camadas do solo. Alcançam uma temperatura de 85 graus Celsius e sobem até 10 metros de altura. Este impressionante espetáculo pode ser apreciado em sua máxima atividade nas primeiras horas da manhã, entre 6 e 7 horas, com temperatura sempre abaixo de zero.*

*texto retirado de um infomativo adquirido na entrada do parque.

(Quando visitamos o local, a temperatura ambiente estava marcando 8 graus negativos!)


quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

ROTEIRO DA VIAGEM À MACCHU PICCHU

JUNTOS, MAS CADA UM NA SUA !!!


ROTEIRO:


Dia 29/12/08: Sapucaia do Sul (RS) – Ituizangó (Argentina): 800km


Dia 30/12/08: Ituizangó – Monte Quemado: 704 km


Dia 31/12/08: Monte Quemado – Tilcara: 521 km


Dia 01/01/09: Tilcara – San Pedro de Atacama (Chile): 453 km


Dia 02/01/09: passeio ao Vale da Lua, San Pedro de Atacama


Dia 03/01/09: passeio aos Geisers Del Tatio, pela manhã e ao Salar de Atacama, de tarde


Dia 04/01/09: San Pedro de Atacama – Iquique: 492 km


Dia 05/01/09: Iquique – Moquegua (Peru): 505 km


Dia 06/01/09: Moquegua – Puno (via Desaguadero): 465km


Dia 07/01/09: de manhã, passeio Ilha de Uros (Lago Titicaca). De tarde: viagem à Cusco: 389 km


Dia 08/01/09: passeio ao Vale Sagrado: Ollantaytambo e Pisaq


Dia 09/01/09: passeio à MACCHU PICCHU


Dia 10/01/09: passeio pelo centro histórico de Cusco. Visita a museus.


Dia 11/01/09: Cusco – Arequipa (via Juliaca): 620 km


Dia 12/01/09: Arequipa – Arica (Chile): 436 km


Dia 13/01/09: Arica – Antofagasta: 726 km


Dia 14/01/09: Antofagasta – Vallenar: 717 km


Dia 15/01/09: Vallenar – Mendoza (Argentina): 898 km


Dia 16/01/09: Mendoza – San Francisco: 767 km


Dia 17/01/09: San Francisco – Uruguaiana ( Brasil): 592 km


Dia 18/01/09: Uruguaiana – Sapucaia do Sul: 649 km

Total:

IDA: 4219 km


VOLTA: 5392 km


TOTAL: 9611 km em 21 dias de viagem

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Dia 18/01 De Uruguaiana à Sapucaia do Sul







Nossas fiéis companheiras. Sem elas, não teríamos ido a parte alguma!
9611 km!!!

Amanheceu chovendo em Uruguaiana. Tomamos um belo café da manhã no hotel, do tipo que só no Brasil tem.
A chuva havia sido forte durante a noite e pela manhã já dava sinais de trégua. Na direção em que iríamos, o céu estava limpo.
Saímos de Uruguaina por volta das 9 horas e o tempo sem sol era muito mais agradável que o calorão do dia anterior.
Esta rodovia é o corredor por onde entram os argentinos que vem passar férias no Brasil, e desta vez, eles estão lotando as estradas! Nunca havia visto um movimento tão intenso de carros e de ônibus com placas do país vizinho!
Após um longo trecho na estrada, o painel da minha moto começa a sinalizar que entraria na reserva. Estávamos a poucos kms do posto e não me preocupei. Ao chegar no posto, não conseguimos abastecer, pois o lugar estava sem energia elétrica e o frentista avisou que poderia demorar para a luz voltar. Pegamos a rodovia novamente e começo a controlar minha autonomia de combustível. Pelos meus cálculos a moto andaria mais uma certa quilometragem e fui seguindo. Rodei a distância que o frentista disse que faltava para o próximo posto e nada! Só campo, boi e retas. Quando avisto, ao longe o telhado do posto, a moto, num último suspiro, se arrasta até uns 500 metros e ali ela fica! O Luciano e o Omar não perceberam e entraram no posto e eu fui parando no acostamento. Não dava para ir no embalo pois havia uma subida.
Logo o Luciano volta para me "socorrer". Eis que surge novamente, no meio da nossa bagagem o milagroso galão de combustível reserva, cheio de gasolina azul, ainda abastecido em San Luis, na Argentina. Despejamos o precioso líquido para dentro do tanque, rodei uns 300 metros e entrei no posto! Faltou tão pouco!
Completamos o tanque e fomos até São Gabriel. Lá, abastecemos novamente e fizemos um lanche. O frentista, quando viu a sujeira da minha moto veio gentilmente com um balde e uma "esponjinha". Eu, inconscientemente devo ter feito uma cara feia, pois ele perguntou: "só o farol, então?" Não tem graça chegar em casa depois de ter rodado quase 10.000 km com a moto limpa! Tem que deixar todos os mosquitinhos onde eles estão!
Fizemos mais uma parada no posto do trevo de acesso à Cachoeira do Sul e pouco após entramos finalmente na conturbada BR 116! Em Sapucaia paramos para tirar a última foto da viagem, junto com nossos grandes companheiros de estrada. Nos despedimos e então, tomamos rumos diferentes, pois entramos em Sapucaia e nossos amigos rumaram para Novo Hamburgo, onde moram.
Foram 21 dias de viagem, 4219 km até Cusco, no Perú, e 5392 km de volta, já que resolvemos voltar pela Panamericana, costeando o Pacífico. No total, foram 9611 km de um sonho realizado, juntos, mas cada um na sua!!!

Dia 17/01 De San Francisco à Uruguaiana ( tchê)!!!


Túnel Sub-Fluvial Santa Fé - Paraná
Argentina






Gastando o restinho de pesos argentinos




Pausa para lubrificar as correntes...



A boa e simples comida brasileira !


Viva o Brasil !!!

Resolvemos não ter pressa hoje! Depois do café arrumamos as bagagens e, por volta das 9 horas, apontamos as motos na direção de nossa terrinha amada!
Há dias faz muito calor nesta região, que até está passando por uma seca já considerada histórica no país. A temperatura hoje beirou os 40 graus!
Depois de San Francisco, paramos para abastecer as motos e escapar um pouco do calor em Santa Fé e Vila Federal. Em San Jaime coloquei um pouco mais de gasolina na Hornet para não chegar em Paso de Los Libres muito na reserva. No posto Shell antes da fronteira paramos para abastecer pela última vez com gasolina azul e gastar o que ainda possuíamos da moeda argentina. Ah! Comprei também uns alfajores, é claro!
Cruzamos a ponte internacional que une Argentina e Brasil felizes da vida, em paz de espírito, cientes que estávamos completando um grande sonho.
Fomos direto ao Hotel Fares, onde sempre ficamos. Não tem erro!
Enquanto o Luciano dava um trato nas jaquetas e nos capacetes, e o Omar e a Eloá descansavam, fui em uma Lan House, ao lado do hotel baixar as fotos do dia no pen drive. Sentei em um computador perto da porta, e quando olho para a calçada, vejo um senhor preparando sua churrasqueira, colocando carvão, fogo, mexendo, colocando os espetinhos e..., até esqueci o que eu estava fazendo! Fiquei com um olho na tela do computador e o outro nos espetinhos da calçada. Logo chega o Luciano e eu termino de baixar as fotos. Fomos obrigados a fazer uma boquinha ali mesmo na rua. Nada melhor do que chegar de volta ao Rio Grande e comer um churrasquinho como primeira refeição! Estava muito bom!
Encontramos o Omar e a Eloá na recepção do hotel e fomos em direção à linda praça da cidade, onde jantamos e depois, de sobremesa, mandamos uma taça de sorvete!

Dia 16/01 De Mendoza à San Francisco

Os "tornados" de areia no meio do deserto







Acordamos felizes por estar em Mendoza, pois gostamos muito deste lugar. Aqui já nos sentimos praticamente "em casa" e, partindo daqui, Uruguaiana é "pertinho". Mas por outro lado, o fato de não saber onde o Omar e a Eloá estavam nos deixava preocupados.
Já em ritmo de final de viagem, tomamos nosso café no hotel, checamos com a recepção mais uma vez a busca pela dupla perdida e preparamos as motos para a partida.
De manhã cedo já fazia muito calor e na reta interminável que une Mendoza à San Luis começou a dar aquela bobeira de cansaço misturado com temperatura alta. Fiz sinal para o Luciano que pararia no acostamento. Trocamos de moto para quebrar um pouco a rotina da viagem. Eu segui de Fazer e o Luciano com minha Hornet. E assim, o Luciano entrou para o clube dos que ficam sem gasolina no meio do nada... BEM VINDO!!! Havíamos completado o galão reserva na saída de Mendoza e mais uma vez não nos apertamos. Já estamos com muita prática nessa história de abastecimento de emergência...bem ensaiados, eu diria! O detalhe é que a moto parou a menos de 5 km da entrada de San Luis.
Chegando no posto, completamos os tanques das motos, e também meu inseparável galão de gasolina, só para garantir.
Fizemos um tempo no posto, sempre achando que encontraríamos nossos parceiros no caminho. E assim fizemos em outros pontos da rodovia também.
Conseguimos finalmente nos reencontrar somente em Rio Cuarto, mais de 400 km após Mendoza! Estávamos parados em um posto, com as motos em um ponto visível para quem estivesse na ruta. E deu certo! Quando estávamos nos preparando para partir, eis que surgem os dois! Nos contaram que haviam se perdido na entrada de Mendoza pois, no meio do trânsito intenso e da noite estavam seguindo de longe a sinaleira de uma moto que achavam que era a minha, mas não era. Eles se confundiram junto com outro casal de brasileiros, de BMW GS, que também acreditava estar me seguindo. Passaram muito da via em que nós entramos, e, cansados, acabaram se hospedando em um hotel até perto do nosso, mas que não havia respondido à nossa procura na noite anterior.
Com o grupo refeito, partimos em direção à San Francisco, onde iríamos pernoitar. Foi um trecho bem "chato" de passar, pois haviam vários pontos de obras na pista, e o trânsito era desviado para estradas de terra, muitas vezes por longos trechos. Para baixar a poeira da estrada, em alguns pontos cruzávamos com caminhões pipa que molhavam a terra. As nossas motos, que já estavam bem sujas ficaram parecendo saídas do Rally Dakar.
Chegamos ao nosso destino do dia com o sol já se despedindo, e fomos direto ao Hotel Mediterrâneo, muito bom, bem perto do posto de gasolina de entrada da cidade.
Nossa última noite na Argentina!


sábado, 24 de janeiro de 2009

Dia 15/01 De Vallenar (Chile) à Mendoza (Arg)

Laguna Del Inca - Portillo, Chile





O imponente Aconcágua




A fila na aduana Los Horcones subia a cordilheira




Despertamos antes do sol, em Vallenar. O dono do hotel teve a gentileza de adiantar nosso café para que logo estivéssemos na estrada. Sempre em direção ao sul, pela Panamericana, fomos ganhando quilometragem. Passamos por La Serena, Los Vilos, La Ligua... Quando nos aproximávamos de Valparaíso pegamos o caminho para Los Andes. Eram quase 4 horas da tarde.
Antes de chegar à Los Andes a estrada estava interditada para obras, resumindo o trânsito a uma pista só. Pelo tamanho da fila, a espera já era grande. Fazia muito calor, e resolvemos avançar vagarosamente até o início da fila. No ponto de início da interrupção, havia uma viatura da polícia chilena e alí resolvemos esperar. Ficamos parados uns 20 minutos. O policial entrou na viatura e começou a puxar o comboio, devagar, quase parando. Após nos livrarmos do "entrevero", chegamos em Los Andes. Completei a gasolina da hornet e começamos a subir a cordilheira. Deste ponto em diante, a minha moto já sabe o caminho sozinha, e subi os Caracoles de olhos fechados.
Parada obrigatória para fotos em Portillo, na Laguna Del Inca, uma passada na aduana chilena, onde troquei o resto de pesos chilenos que ainda tinha e... nos deparamos com uma fila quilométrica na aduana Los Horcones, integrada Chile - Argentina.
Em várias aduanas os policiais mandam as motos passar na frente, pois o trâmite é mais simples para motocicletas. Mas dessa vez, quando chegamos na frente, o policial educadamente pediu para que esperássemos lá, lá, lá atrás, e em algum tempo mandaria nos chamar. Até por questões de segurança, pois já estávamos perto das 7 horas e pegar a noite na cordilheira, de moto, não seria muito agradável.
E assim fizemos. Passados uns 45 minutos em uma fila que não andava, começamos a mudar os planos. Teríamos que dormir em Uspallata.
Daqui a pouco, passa uma viatura policial gritando: "motos para frente!" Não tivemos dúvida!
Fomos avançando vagarosamente e nos colocamos quase na frente dos guichês de fiscalização. Enquanto o Luciano posicionava melhor as motos, fui falar com os motoristas argentinos e chilenos que estavam perto da gente e expliquei à eles que o policial havia nos permitido "furar a fila". Todos aceitaram numa boa, entendendo que a noite iria nos pegar na estrada. Daqui a pouco, quando olhamos para trás, vem uma fila de motociclistas paulistas, tentando passar junto com nós (eles já estavam há 2 horas na fila). Aí começou o buzinaço de protesto dos automóveis. Deixamos a confusão para nossos conterrâneos e nos arrancamos de lá.
Chegando no posto de Uspallata tomamos um chocolate quente e partimos para o último trecho do dia.
Estávamos indo bem, nos aproximando de Mendoza, quando no meio do nada, depois de uma curva aparece um policial parado no meio da pista e outro em cima de uma moto policial, pronta para arrancar caso você resolva não parar.
Adivinhem o que eles queriam?
Começaram com um papo de ultrapassagem em local proibido, de multa no valor de 250 dólares... Segurando os papéis da moto do Luciano na mão, diziam que ele teria que ir à Mendoza pagar a multa e depois voltar até aquele lugar para recuperar os documentos.
Sabendo do que eles queriam, dava vontade de dizer: "então tá! fiquem aqui esperando que já voltamos!"
Começou a anoitecer e nós alí, sendo estorquidos pelos policiais-ladrões.
Resumindo: depois de muita conversa, pagamos à eles 100 pesos, o equivalente a 68 reais e o Luciano teve os documentos da Fazer devolvidos.
Eles que nos aguardem da próxima vez! Pelo terceiro ano seguido passamos naquele ponto, a 60 km de Mendoza. Sempre víamos as motos-viaturas paradas alí, mas nunca haviam nos parado. Deve ser o ponto fixo da dupla há muito tempo. É uma Harley e uma BMW Funduro policial. Na próxima viagem, vamos levar um documento vencido das motos junto e este documento sem validade vamos entregar à eles, caso nos parem novamente. Percebemos que em nenhum momento eles conferem o papel e estão apenas interessados no dinheiro que podem arrancar.
Chegamos à Mendoza já bem tarde da noite e perdemos o Omar de vista. Eu estava na frente, puxando a fila. Enxergava apenas o farol do Luciano, no meio de dezenas de outros carros. E o Luciano via um farol no espelho retrovisor, e achava que era da TDM do Omar. No primeiro viaduto de acesso nós entramos. Paramos em uma sinaleira e então percebemos que o Omar não estava junto.
Ficamos um tempo esperando e nada! Resolvemos seguir até a frente do hotel, na esperança de que o Omar e a Eloá lembrassem do nome do hotel e seguissem para lá. As motos ficaram na frente do hotel até quase 11 horas da noite. Ficamos preocupados com os dois pois não sabíamos a partir de que ponto havíamos nos separado. Antes de entrar na cidade pegamos um trecho horrível e mal sinalizado, com um desvio devido à obras e começamos a pensar bobagem...
Fomos dormir sem saber onde os dois estavam. Tentamos telefones de contato e nada.
A recepção do nosso hotel também ligou para alguns lugares e mandou um email para os hotéis da redondeza, pedindo que, caso o Omar e a Eloá estivessem hospedados, que entrassem em contato.
Foi um dia bem estressante. Rodamos exatos 898 km, passamos por uma aduana lotada, fomos "garfeados" por dois policiais corruptos e o pior de tudo: nos perdemos de nossos amigos na entrada de Mendoza.
Nessas horas vale o ditado..."o tempo é o melhor remédio!"

Dia 14/01 De Antofagasta à Vallenar







Acordamos em Antofagasta e mais uma vez a rotina de arrumar as bagagens nas motos. Ou estamos com mais bagagem agora ou as malas encolheram!
Deixamos para tomar café no posto Copec, na saída da cidade, enquanto abastecíamos, mas acabamos nos atrasando, pois o caminhão tanque estava descarregando o combustível e tivemos que esperar...
Pegamos a ruta 5 em direção ao sul quando o relógio já marcava quase 11 horas. Mesmo assim rodamos hoje 720 km, até Vallenar.
Com 66 km rodados desde a saída de Antofagasta, começamos a avistar a famosa "Mão do Deserto". Foi ponto de parada obrigatória para mais fotos.
Estamos passando perto da região onde ocorre o Dakar. Chegando em Copiapó, eles haviam levantado acampamento um dia antes!
Chegamos à Vallenar antes do entardecer e nos hospedamos no Hotel Cecil, do jeito que gostamos, com as motos na frente da porta do quarto!
Entramos em contato com Mendoza, Argentina, e conseguimos reservar nosso cantinho para a noite seguinte, no mesmo hotel de sempre, o Hotel San Martin, em frente à Praça Independência.
Teremos um longo caminho amanhã, (9oo km + aduana) mas o esforço valerá a pena, pois vamos adiantar um dia na nossa volta.

Dia 13/01 De Arica à Antofagasta


Acordamos bem cedo para aproveitar a manhã na estrada, pois teríamos longos trechos cansativos, e queríamos evitar o calor. Foram longas retas de deserto, sem nada, apenas o vento que formava redemoinhos de areia, que às vezes cruzavam a pista à nossa frente. Precisei da gasolina reserva duas vezes. Primeiro, entre Arica e Iquique, pela ruta 5, onde são 300 km se absolutamente nada, só areia e vento. Existem uns raríssimos povoados neste caminho, mas não sei como conseguem persistir! Em Pozo Almonte abasteci em um posto Esso e em Quillagua, em um ponto de fiscalização, completei com a gasolina reserva. Fui levando a Hornet na "ponta dos dedos" até Carmem Alto, onde havia outro posto de gasolina. O problema é que havia muito vento, principalmente entre Quillagua e Antofagasta, então, o consumo de combustível fica muito alto, e as motos estão bem carregadas.
Chegando em Antofagasta, procuramos uma oficina para trocar óleo das motos. Encontramos uma autorizada Yamaha na avenida beira mar, perto do porto. Eles já estavam encerrando o expediente, o mecânico responsável já estava de saída, mas disseram que poderíamos, nós mesmos, entrar na oficina e fazer a manutenção necessária nas motos.
O Luciano e o Omar até gostaram da idéia.
Colocamos as motos no fundo da oficina e, enquanto os dois preparavam a troca, fui com a Eloá buscar o óleo, na loja da revenda.
Quando vimos, estavam nos ajudando os dois mecânicos, e os dois sócios da loja, ninguém havia ido embora!
Foram muito legais com a gente e ainda nos indicaram um hotel para ficar. Começou então nossa "saga" para achar um lugar para pernoitar. Pode parecer estranho, mas Antofagasta lota de uma maneira no verão, que foi super difícil achar um cantinho para nós. Em um hotel, que estava lotado, ligavam para outro que também estava, que por sua vez ligava para outro e assim sucessivamente. Um colombiano, com uma moto BMW nos encontrou no centro e disse que estava procurando a horas um lugar e que a única opção era um residencial, numa rua próxima.
Ele estava atrás de outros brasileiros, que lhe haviam pedido ajuda para encontrar hotel, mas na confusão do trânsito acabou se perdendo dos outros e nos encontrando.
Fomos atrás do colombiano. Mas, chegando no lugar, não me inspirou segurança. Era escuro, mal fechado e tinha umas criaturas meio estranhas...
Eu e a Eloá decidimos procurar algo caminhando. Não fomos muito longe e achamos um apart hotel. Era a única opção. Saiu meio caro, mas foi o jeito.
Bem perto dalí, encontramos um restaurante de um brasileiro, gaúcho de Lajeado, que está a 15 anos morando no Chile. Deu para matar a saudade da comida brasileira!










Troca de óleo das 3 motos, em Antofagasta.


sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Dia 12/01 De Arequipa à Arica





O Douglas apareceu para ajudar a comer nossos picolés, no posto, em Moquegua.

Arica, norte do Chile













Saímos às 8 horas de Arequipa. Antes, passamos mais uma vez na praça central para tirar fotos.
Pegamos a ruta Arequipa - Moquegua, muito bonita, com infinitas retas, subidas e descidas de serra, túneis, tudo com um asfalto perfeito. Acabei me empolgando e precisei da gasolina reserva, do galão, à 10 km de Moquegua
Chegamos cedo à fronteira com o Chile. Desta vez, já sabendo como funcionava, não ficamos "pateteando" com o tal de carimba aí, carimba ali... Até porque na saída de um país não há tanta burocracia. Na aduana de entrada no Chile, também foi rápido, só que tivemos que abrir as bagagens para os fiscais. Mas, estando de moto, os fiscais "olham por cima". Já quem passa de carro, tem que colocar tudo para fora
Chegamos no centro de Arica, às 6 horas. Procuramos um hotel para ficar na beira do mar.
Nos hospedamos no Saint Gregori, que mais parecia um anexo da cidade fantasma de Humberstone.
Largamos tudo no quarto e fomos aproveitar o restinho de sol do dia brincando nas águas do Pacífico

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Dia 11/01 De Cusco à Arequipa

Nosso "almoço" em Juliaca, antes de enfrentar a altitude e o frio.
O confuso trânsito de Juliaca.



"Posto de gasolina"
O "banheiro" do posto de gasolina







O majestoso vulcão Misti
















Acordamos bem cedo pois o trecho de retorno hoje seria bem cansativo. Choveu a noite toda e a temperatura estava bem baixa, creio que em volta dos 5 graus. Tomamos um café bem reforçado e fomos buscar as motos no estacionamento. Carregamos tudo e partimos. Em Cusco, finalmente abastecemos com gasolina de 90 octanas, o que é um luxo por aqui! No resto do caminho de hoje só gasolina de 84 octanas. Também em Cusco enchi o galão reserva de 5 litros.
Perdi a conta de quantas vezes precisei recorrer a esta reserva durante toda a viagem.
Abastecemos em vários lugarejos, pois estávamos alternando altitudes de 3400 à 4300 metros.
Até Juliaca o caminho foi o mesmo da ida. A partir daí, pegamos a direção de Arequipa.
No posto de Juliaca encontramos dois argentinos em duas motos "quase congelados". Nos contaram que tiveram que dormir no meio do caminho em uma escola, pois a neve os havia surpreendido na estrada. E estávamos indo naquela direção! Ficamos preocupados.
À medida que íamos subindo, o frio foi aumentando, e nuvens pesadas se aproximavam. Chegamos a 4500 metros de altitude. Tudo bem com a Hornet. Subiu apanhando, mas subiu. Vencemos a altitude mais uma vez!
No meio do nada, com os primeiros pingos de chuva, e muito frio, encontramos um tipo de parador de caminhoneiros, onde encostei para colocar a gasolina reserva. Acertamos nesta parada, pois a senhora que atendia neste local vendia gasolina e aproveitei para completar o tanque da hornet. Ah! Também tinha um cafezinho bem quentinho para esquentar o corpo. Saímos revigorados para completar os 100 km que faltavam para Arequipa, segunda maior cidade do Perú. A chuva nos acompanhou um pequeno trecho, mas logo parou.
Logo começamos a avistar o grande vulcão Misti, que com outros dois vulcões menores, circunda a cidade de Arequipa. A altitude e o frio foram diminuindo e logo estávamos entrando, vitoriosos na grande Cidade Branca, como é conhecida.
Foi um dia cansativo, mas inesquecível. Nos hospedamos na Pousada del Sol, bem no centro. Tomamos um banho merecido e fomos tirar fotos na praça central, antes que os últimos raios de sol fossem embora e não víssemos mais o Misti.



Nosso próximo destino: fronteira PERÚ -CHILE